Sabias. Sim, sabias. E agora o acorde de guitarra parece desvanecer-se com o tempo…lá longe! Se, pelo menos conseguisse sonhar. Adormecer. Ou dizer como a Scarlet “Quem és tu!” Perfeito coração. É isso. Descobri. Deves ser tipo perfeito coração. O tal mito que não tem taquicardias, que bomba o sangue inteligentemente e que afinal te faz mover de uma forma sábia. Sabes, um dia tinha um gravador… era grande e de Cd´s. Naquela altura era raro pois era portátil. Quando o resgatava a quem de direito, levava-o para cima da minha cama, deitava-me nela e tentava adormecer. Colocava em random o Cd e diversas vezes a música que me adormecia era tão calma e pacífica que cantava-a mesmo no meu sonho. No dia seguinte, quando acordava cantava e cantava. Mal, mas cantava. Numa parte da letra dizia “Do not live me”. E eu sabia que havia alguém que nunca me deixaria. Sabes, continuo com a sensação que esse alguém está lá e cá. Adormecer. Vou. Sonhando num perfeito coração e acreditando que poderás estar a sonhar. Não faço o certo, muito menos por vezes digo o correcto. Penitencio-me por isso. Agora deixo cair a voz, rouca hoje de tanto te gritar e tu sem ouvires. Deixo que ela caia só para que amanhã me vejas a sorrir. Aqui, no meu/teu, perfeito coração.
No meu lugar Sentado, enfim, a descansar. Com os olhos fechados ouço-te a falar abertamente. Durmo com a paz das palavras, das tuas palavras. Coloco agora um cd a tocar. Agora mesmo. Deixo passar a música como se ela fosse visível mesmo à minha frente. Como se a melodia estivesse a passear mesmo em frente dos meus olhos. Fechados. Agora não há espaço para mais nada. Apenas para a música. Para ti. Para a melodia. Um abraço. E não ligues à letra da música! Focaliza apenas a melodia que um dia sentirás pelos meus dedos no teu corpo.
Sabes que a história tem um final trágico? Sabes, não sabes? Dona Inês e Dom Pedro. A Inês não foi só a miúda que conheceste ontem Pedro. A Inês foi o olhar, o sorriso, foi o culminar de uma mão partilhada por breves segundos. Pedro passou a noite toda com um olhar. Apenas direccionado. Um olhar “vidrado”, um olhar que o fez voltar a viver. Demasiado estranho. Quase perfeito. Tudo pareceu pouco, mesmo com medo de dar a mão. Mesmo com receio de um abraço. Inês corresponde não só com um sorriso mas acima de tudo com a perfeição da simplicidade. E quanto era bonita a Inês e a sua simplicidade. Aliás nunca imaginei que a simplicidade poderia ser praticamente perfeita. Pedro continuou a viajar e a sorrir. A viajar mais. Viajou ontem, viajará brevemente. Inês sorri. Não minto pois não? Qual é a melhor viagem para além daquela que se faz de uma forma instintiva com a felicidade de um abraço pelo meio ? Impenetrável o Pedro foi sempre. Praticamente sempre. “à procura da batida perfeita”. P&I juntos são 3,14… PI podia ser o sinal que o coração parou. E por breves momentos parou sim! I´ll be there