
Duas vidas paralelas e fugazes como o lume brando a esmorecer.
Uma visita perdida, um gesto nunca esquecido mas não presente.
As feridas essenciais ainda abertas e, tal como um poeta na rua, grito com ênfase para te afastar... solidão.
Um abraço mais que presente, sentido em todas as noites, perdido num edredon colorido, também ele testemunha do teu coração poderoso.
Sou doido por ti, maluco em pequenos gestos. São filmes proibidos relembrados até à exaustão num imaginário tão próprio, tão nosso, tão lindo.
Agora, no parapeito de uma janela, imagino - te na tua, ouvindo sorrindo e no teu piscar de olho tão característico, esperar que a luacontinue a brilhar sobre o rio reflectida na tua estrela.
Aquela tal que um dia fui buscar para ti, a tal que para sempre será tua e uma parte de ti.
Som:Fim da tarde - Tiago Bettencourt
Foto: (tlm)